Teste de condutividade elétrica e embebição de sementes de grão-de-bico - DOI:10.5039/agraria.v14i2a5641

Letícia Betânia Xavier Dias, Pedro Afonso de Melo Queiroz, Lara Bernardes da Silva Ferreira, Wilhan Valasco dos Santos, Marco Antônio Moreira de Freitas, Patrícia Pereira da Silva, Warley Marcos Nascimento, Érica Fernandes Leão-Araújo

Resumo


O processo de germinação tem início com a embebição, por ocasião da água disponível, a qual desencadeia uma sequência de mudanças metabólicas que culminam com a protrusão da raiz primária, em sementes viáveis. Pela organização do sistema de membranas celulares, um método que pode indicar o nível de vigor das sementes é a condutividade. Objetivouse avaliar e modelar o processo de embebição de sementes de grão-de-bico, além de estabelecer metodologia eficiente para volume de água, tempo de embebição e número de sementes no teste de condutividade elétrica. Foram utilizados oito lotes, sendo quatro da cultivar BRS Aleppo e quatro da cultivar Cícero que foram submetidos ao teste de germinação e vigor para caracterização inicial. A condutividade elétrica foi conduzida com subamostras de 50 e 75 sementes utilizando 75 e 100 mL de água deionizada, e avaliou-se os períodos 2, 4, 8, 12, 18, 24 e 30 h, mantidas à temperatura de 25 °C. O experimento de condutividade elétrica foi em delineamento inteiramente casualizado com quatro repetições. Para cinética de embebição foi ajustado o modelo de Peleg. A metodologia mais adequada foi a utilização de 75 sementes, volume de 100 mL de água durante 30 h. O modelo de Peleg foi eficiente na descrição do processo de absorção de água, ainda que haja diferenças no potencial fisiológico dos lotes.

Palavras-chave


Cicer arietinum L.; lixiviados; metabolismo; modelo de Peleg; vigor

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