Adaptabilidade e estabilidade de genótipos de trigo em dez ambientes nos estados do Paraná e São Paulo, Brasil - DOI:10.5039/agraria.v12i2a5426

Omar Possatto Junior, Marcos Ventura Faria, Marcelo Cruz Mendes, Rodrigo Oliboni, Amarilis Labes Barcellos, Edson Perez Guerra

Resumo


A expansão de cultivo do trigo para novas regiões promissoras tem sido uma alternativa para incrementar a produção brasileira. Para isso, o estudo da interação genótipos x ambientes é imprescindível para a recomendação de novas cultivares. O objetivo do trabalho foi avaliar a adaptabilidade e a estabilidade fenotípica da produtividade de grãos de genótipos de trigo, cultivados em 10 ambientes, nos estados de São Paulo e Paraná, utilizando os métodos Annicchiarico e AMMI.  Os experimentos foram avaliados em dez ambientes, cada experimento foi composto por 20 linhagens e cinco testemunhas, utilizou-se o delineamento de blocos ao casualizados. A linhagem G19 e a testemunha Ametista foram estáveis em todos os ambientes. A linhagem G5 mostrou adaptabilidade específica ao ambiente de Apucarana. As linhagens G7, G8, G18, G21 e G24 mostraram-se adaptadas ao ambiente de Nova Fátima nos dois anos avaliados. Com base nos resultados podem-se recomendar as cultivares para uma microrregião dentro da região tritícola. Verificou-se que dentro do grupo de genótipos há variabilidade genética, e que as mais estáveis e adaptadas, podem ser utilizadas como fonte de características favoráveis nos futuros ciclos de melhoramento voltados à região.

Palavras-chave


AMMI; Annicchiarico; interação genótipos x ambientes; Triticum aestivum L.

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