Variação longitudinal na qualidade da madeira de cinco espécies florestais da Caatinga - DOI:10.5039/agraria.v15i4a8572

Felipe Gomes Batista, Rafael Rodolfo de Melo, Dayane Targino de Medeiros, Antônio Giliard dos Santos Oliveira, Cirilo Berson Alves Freitas, Erick Daniel Gomes da Silva, Alexandre Santos Pimenta

Resumo


O presente estudo teve como objetivo avaliar as características dendrométricas, químicas e a variação da massa específica básica e teor de umidade (verde), na madeira de cinco espécies florestais da Caatinga no sentido longitudinal (basetopo) do fuste comercial. As espécies estudadas foram pau branco (Auxemma oncocalyx (Fr. All.) Taub.), jurema preta (Mimosa tenuiflora (Willd.) Poir.), jurema-de-embira (Mimosa ophthalmocentra Mart. ex Benth.), pereiro (Aspidosperma pyrifolium Mart.) e sabiá (Mimosa caesalpiniifolia Benth.). Foram colhidas quinze árvores, três para cada espécie. As árvores apresentavam diâmetro à altura do peito de 8 a 12 cm. De cada uma delas foram retirados cinco discos com 10 cm de espessura nas posições a 0 (base), 25, 50, 75 e 100% da altura comercial do fuste. As características dendrométricas, evidenciaram que as escolhas das árvores, contribuíram para uma melhor análise das propriedades físico-químicas das madeiras. As cinco espécies estudadas apresentaram o mesmo modelo de variação longitudinal da massa específica básica, diminuindo da base para o topo, enquanto o teor de umidade (verde) teve comportamento inverso, com acréscimo nesse mesmo sentido. Todas as espécies apresentaram boa qualidade para produção de estacas, mourões, lenha e carvão. Na composição química, às madeiras apresentaram constituintes que influencia para uma melhor durabilidade natural, bem como para fins energéticos.

Palavras-chave


massa específica básica; propriedades físicas; variação base topo

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