Interação boro e zinco no crescimento, desenvolvimento e nutrição do algodoeiro

Autores

  • Érica de O. Araújo Universidade Federal da Grande Dourados, Faculdade de Ciências Agrárias
  • Marcos A. C. da Silva Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, Laboratório de Nutrição de Plantas

DOI:

https://doi.org/10.5039/agraria.v7isa1848

Palavras-chave:

Gossypium hirsutum L., micronutrientes, solução nutritiva

Resumo

O presente trabalho propõe avaliar o efeito das concentrações de boro, zinco e a interação entre os nutrientes sobre o crescimento, desenvolvimento e nutrição do algodoeiro em cultivo hidropônico. O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado com três repetições, em esquema fatorial 4x5, sendo quatro concentrações de boro (0, 20, 40 e 80 µM L-1) e cinco concentrações de zinco (0, 1, 2, 4 e 8 µM L-1). As plantas de algodão estudadas foram cultivadas em casa de vegetação, com solução nutritiva completa, por 28 dias, após os quais receberam solução nutritiva modificada de acordo com o tratamento. Aos 115 dias após emergência as plantas foram coletadas e separadas em raiz, parte aérea e frutos e só então submetidas à análise química. Os resultados permitiram concluir que a altura, o diâmetro caulinar, o número de estruturas reprodutivas e a espessura da casca da maçã de plantas de algodão são influenciados pelas concentrações de B enquanto a produção de massa seca do fruto, parte aérea e total, são influenciadas pelas concentrações de Zn. A interação B e Zn afetou a produção de sementes, o teor e o conteúdo de B na planta, a eficiência de transporte e a utilização de B, sendo que o B atua de maneira diferenciada, em função do fornecimento de Zn. O teor e o conteúdo de Zn no fruto do algodoeiro e a eficiência de transporte de Zn são influenciados pelo suprimento de B demonstrando uma relação sinérgica entre os nutrientes.

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Publicado

2022-02-10

Edição

Seção

Agronomia