Caracterização físico-química e microbiológica do fluido ruminal e do conteúdo gastrointestinal de bezerros alimentados com silagem de leite de transição

Autores

  • Gercino Ferreira Virginio Júnior Universidade Federal de Minas Gerais
  • Eduardo Robson Duarte Universidade Federal de Minas Gerais
  • Laís Trindade de Castro Ornelas Universidade Federal de Minas Gerais
  • Rafael Alves de Azevedo Universidade Federal de Minas Gerais
  • Maximiliano Soares Pinto Universidade Federal de Minas Gerais
  • Luciana Castro Geraseev Universidade Federal de Minas Gerais

DOI:

https://doi.org/10.5039/agraria.v11i2a5367

Palavras-chave:

fermentação lática, microbiota ruminal, sistemas de aleitamento, sucedâneo

Resumo

O objetivo com esta pesquisa foi avaliar as características ruminais e a microbiota gastrointestinal de bezerros leiteiros em diferentes sistemas de aleitamento com silagem de leite de transição. Foram utilizados 18 bezerros Holandeses, entre 6 e 59 dias de idade, distribuídos em delineamento inteiramente casualizado. No tratamento convencional, foram fornecidos 4 L de leite por dia. No segundo e terceiro tratamentos, foram fornecidos 2 L de silagem de leite de transição misturados a 2 L de água ou leite, respectivamente. Aos 60 dias de idade, após eutanásia, foram coletados aproximadamente 15 mL do conteúdo do rúmen, abomaso e do intestino delgado e 10 g de fezes. Os sistemas de aleitamento não influenciaram as características de cor, odor e viscosidade do líquido ruminal. O pH e a quantificação de Enterobacteriaceae, fungos micelianos e leveduriformes nos diferentes sítios do trato digestório não foram influenciados pelos sistemas de aleitamento avaliados. Aspergillus spp. foi o fungo micieliano mais frequente em ambos tratamentos. Os aleitamentos com silagem de leite de transição, em água ou em leite, não influenciaram as características físico-químicas e microbiológicas avaliadas, corroborando com os estudos que indicam que esse produto poderia ser utilizado como sucedâneo lácteo na criação de bezerros leiteiros.

Downloads

Publicado

2016-06-30

Edição

Seção

Zootecnia