Eficiência fotoquímica, biomassa e clorofila da phisális sob salinidade e biostimulante

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5039/agraria.v16i2a9047

Palavras-chave:

Ascophyllum nodosum L., Physalis peruviana L., fisiologia vegetal, estresse salino

Resumo

A Physalis peruviana L., apresenta grande potencial de exploração, especialmente para pequenos produtores do Nordeste Brasileiro. No entanto, a produção em regiões semiáridas pode ser limitada pelo alto teor de sais contidos no solo e nas fontes de água utilizadas na irrigação. Assim, este estudo avaliou a aplicação do extrato de algas marinhas Ascophyllum nodosum como atenuador de estresse salino em P. peruviana L. O delineamento de blocos casualizados foi utilizado, em esquema fatorial incompleto 5 × 5, sendo cinco de condutividades elétricas da água de irrigação (0,50, 1,23, 3,00, 4,77 e 5,50 dS m-1) e cinco concentrações crescentes do extrato de alga marinha (0,00, 1,45, 5,00, 8,55 e 10,00 mL L-1), com nove combinações geradas pela matriz Central de Box, com quatro repetições de quatro plantas para avaliar o efeito no acúmulo de fitomassa, fluorescência e teor de pigmentos da clorofila. Os resultados mostraram que a salinidade reduziu significativamente a produção de biomassa e os índices de fluorescência e pigmentos da clorofila. No entanto, quando as plantas foram tratadas com 9,9 mL L-1 de extrato de algas marinhas, elas aumentaram a produção de biomassa e a qualidade das mudas. Por outro lado, até 4,1 mL L-1, o bioestimulante aumentou os índices de fluorescência adaptada ao escuro, o que indica que ele reduz os danos ao aparato fotossintético causados pelo estresse salino, melhorando assim a atividade fotossintética e a produção de fotoassimilados. Assim, a aplicação de extrato de alga marinha A. nodosum atenua o efeito deletério do estresse salino na fotossíntese e, consequentemente, na produção de biomassa de plantas de P. peruviana.

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Publicado

2021-06-28

Edição

Seção

Agronomia