Produção e respostas bioquímicas de feijão-caupi sob estresse térmico e hídrico

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5039/agraria.v16i2a8599

Palavras-chave:

estresse abiótico, estresse por calor, produção de grãos, estresse oxidativo, Vigna unguiculada

Resumo

O déficit hídrico e a alta temperatura limitam a produtividade agrícola, afetando o crescimento, o desenvolvimento e o metabolismo das plantas. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar o impacto da interação entre déficit hídrico e aumento de temperatura na produção de feijão-caupi. O experimento foi realizado com a cultivar BRS Rouxinol, em câmaras de crescimento, em arranjo fatorial 4 × 2, sendo quatro a disponibilidade de água no solo (25; 50; 75 e 100% da capacidade máxima de retenção de água) e dois regimes de temperatura (T°1: 20-26-33 °C e T°2: 24,8-30,8-37,8 °C). O aumento da disponibilidade de água favoreceu o aumento da massa seca da parte aérea e da raiz. A fase vegetativa foi prolongada em plantas mantidas em regime de temperatura de 24,8-30,8-37,8 °C. O rendimento do feijão-caupi aumentou com a maior disponibilidade de água. A disponibilidade de água de 90% foi a que proporcionou a maior eficiência no uso da água. O aumento de 4,8 °C na temperatura do ar promove um aumento no estresse oxidativo com falta de sincronia no sistema de defesa antioxidante. A cultivar Rouxinol é sensível ao aumento da temperatura do ar e ao déficit hídrico. Entretanto, mesmo com 100% da disponibilidade hídrica não houve produção de sementes, com o aumento da temperatura do ar.

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Publicado

2021-06-07

Edição

Seção

Agronomia