Caracterização epidemiológica e fosfitos no manejo da podridão por Aspergillus niger em uva de mesa

Autores

  • Daniela Dambros Universidade Federal Rural de Pernambuco
  • Ana Leticia Rocha Monteiro Universidade Federal Rural de Pernambuco
  • Adriana Pereira de Melo Universidade Federal Rural de Pernambuco
  • Severina Rodrigues de Oliveira Lins DeVry Brasil
  • Sonia Maria Alves de Oliveira Universidade Federal Rural de Pernambuco

DOI:

https://doi.org/10.5039/agraria.v11i3a5374

Palavras-chave:

epidemiologia, pós-colheita, Vitis vinifera L. cv. Itália

Resumo

O objetivo do trabalho foi verificar a influência de variáveis epidemiológicas sobre o desenvolvimento da podridão pós-colheita em uva de mesa causada por Aspergillus niger Tiegh. e o efeito de sais de fosfitos in vivo e in vitro. A concentração de inóculo (102 a 107 conídios mL-1), período de molhamento (0, 12, 24, 36 e 48 h) e temperatura (2, 5, 10, 15, 20 e 25 °C) de dois isolados de A. niger foram avaliadas. No manejo pós-colheita, foram utilizados os fosfitos de cálcio, potássio, cobre, magnésio e zinco nas concentrações 0,3; 0,9; 1,25; 1,7 e 2 g L-1 pela imersão dos cachos de uva. Após 12 e 24 h, as bagas foram feridas e inoculadas com o fungo. As condições favoráveis para o estabelecimento da doença são altas concentrações de inóculo (106 e 107 conídios mL-1), período de molhamento de 48 h e temperatura em torno de 25 °C. Os fosfitos apresentam efeito direto sobre o fungo inibindo o crescimento micelial, principalmente o fosfito de zinco. Não há diferença significativa entre os sais para a germinação de conídios. Apenas o fosfito de cálcio é eficiente na redução da severidade da doença em bagas inoculadas 12 h após o tratamento. Os tratamentos não influenciam significativamente as características físico-químicas dos frutos.

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Publicado

2016-09-30

Edição

Seção

Agronomia