Avaliação dos atributos químicos do solo como indicadores de qualidade de em áreas de oliveiras
DOI:
https://doi.org/10.5039/agraria.v21i2a4087Palavras-chave:
Plantio direto, Cultivo convencional, Manejo do solo, Clima tropicalResumo
O cultivo da oliveira (Olea europaea L.) ocupa aproximadamente 11 milhões de hectares em todo o mundo e tem se expandido no Brasil como uma alternativa para a diversificação agrícola. A intensificação dos sistemas de produção tem aumentado a produtividade, mas também intensificado a extração de nutrientes do solo. Nesse contexto, a matéria orgânica do solo (MOS) destaca-se como um componente essencial para a manutenção da qualidade do solo. Suas frações mais lábeis são particularmente sensíveis às mudanças nas práticas de manejo e atuam como importantes indicadores da qualidade do solo. Apesar disso, as informações sobre a dinâmica do carbono orgânico em sistemas de cultivo de oliveira ainda são limitadas, especialmente no Brasil. Assim, este estudo teve como objetivo avaliar as alterações na matéria orgânica do solo e nos atributos químicos sob cultivo de oliveira (CA) e cobertura florestal (FA) na região da Serra da Mantiqueira. Foram coletadas quatro amostras compostas deformadas de solo nas camadas de 0–5, 5–10, 10–20 e 20–40 cm. Avaliaram-se a fertilidade do solo, incluindo macro e micronutrientes, e o carbono orgânico do solo (COS). Para os macronutrientes (K, Ca, Mg), a aplicação de fertilizantes minerais resultou em maiores valores no perfil de CA em comparação à FA. Por outro lado, para os micronutrientes (Cu e Fe), os maiores teores concentraram-se na camada superficial do solo em FA. Os valores de MOS variaram de 1,38 a 3,49 g kg?¹, sendo o menor valor observado na área CA (5–10 cm) e o maior na área FA (0–5 cm). O COS variou de 8,97 (CA 20–40 cm) a 26,16 g kg?¹ (FA 0–5 cm). A conversão de áreas florestais em olivais promove alterações nos atributos químicos do solo, frequentemente aumentando a disponibilidade de nutrientes. No entanto, a redução do carbono orgânico do solo pode comprometer a qualidade do solo, evidenciando a necessidade da adoção de práticas conservacionistas (por exemplo, cobertura morta) para auxiliar na recuperação dos estoques de carbono.
