Riqueza, estrutura e relações ambientais em uma Floresta Nacional no Sudeste do Brasil - DOI:10.5039/agraria.v14i4a6897

Patrícia Borges Dias, Laylla Nunes Moreira, Gilson Fernandes da Silva, José Eduardo Macedo Pezzopane, Henrique Machado Dias

Resumo


Consequência da fragmentação florestal, o efeito de borda pode acarretar alterações na comunidade vegetal. Este estudo foi realizado em unidade de conservação remanescente de Floresta Estacional Semidecidual no Sul do Espírito Santo. O objetivo foi descrever a composição florística, estrutura arbórea e o microclima em áreas de borda e interior do fragmento florestal. Para coleta de dados, foram demarcadas 39 parcelas de área fixa alocadas na borda e no interior. Foram amostrados todos os indivíduos com DAP > 5 cm. Foram encontradas 167 espécies na borda e 314 no interior, sendo 73 exclusivas para borda e 220 para interior. A análise de similaridade florística, com base no índice de Sorensen, revelou distinção entre as espécies da borda e do interior do fragmento. As temperaturas do ar e do solo tendem a ser mais elevadas nas bordas e inferiores no interior, enquanto a umidade relativa do ar apresenta comportamento oposto. Considerando a importância do ambiente e destacandose a expressiva riqueza vegetal no fragmento estudado, justifica-se a necessidade dessa área ser priorizada em programas de manejo e conservação da vegetação na região, em especial nos ambientes de bordas florestais.


Palavras-chave


fitossociologia; floresta estacional semidecidual; fragmentação; mata atlântica

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