Fauna edáfica: Bioindicadora de recuperação do solo em savana brasileira - DOI:10.5039/agraria.v12i2a5443

Rômulo Guimarães Giácomo, Rodrigo Camara de Souza, Marlene Cristina Alves, Marcos Gervasio Pereira, Otton Garcia de Arruda, Antonio Paz González

Resumo


Este trabalho objetivou avaliar o emprego da comunidade dos artrópodes edáficos como bioindicadora da recuperação de área de empréstimo de solo, em um plantio de Mabea fistulifera Mart. sob diferentes tipos de adubação, no centro-oeste brasileiro. O delineamento do experimento foi blocos ao acaso, em esquema de parcelas (tipo de adubação aplicada na linha de plantio). A amostragem trimestral dos organismos ocorreu em dois anos, por armadilhas de queda, em seis tratamentos (08 armadilhas/tratamento): área sem intervenção (SI); plantio sem adubação (D0); plantio com aplicação de adubo mineral (DAM); plantio com aplicação de composto orgânico (resíduo industrial) proveniente da produção de celulose, nas doses de 10 Mg ha-1 (D10), 15 Mg ha-1 (D15) e 20 Mg ha-1 (D20). Cada armadilha constituiu uma unidade amostral. Os animais foram identificados em grandes grupos taxonômicos (ordem, classe, família). Não observou-se um padrão claro de efeito dos tratamentos sobre a estrutura (riquezas média e total, uniformidade, diversidade, abundância total) da comunidade estudada. No entanto, a análise de componentes principais indicou que D20 favoreceu a abundância do maior número de grupos taxonômicos / guildas tróficas), na comparação com os demais tratamentos testados.

Palavras-chave


área degradada; condicionamento do solo; Mabea fistulifera

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