Propagação vegetativa de Richeria grandis Vahl. por miniestaquia - DOI:10.5039/agraria.v15i4a7930

Cristiane Coelho Moura, Thaís Ribeiro Costa, Luciana Coelho Moura, Letícia Renata Carvalho, Miranda Titon, Israel Marinho Pereira, Evandro Luiz Mendonça Machado

Resumo


Devido ao desmatamento em Matas de Galeria, a lei ambiental vigente exige a restauração destas áreas. Apenas o uso da propagação seminal para espécies nativas deste ambiente tem limitado a produção de mudas, visto que sementes de algumas espécies muitas vezes possuem algum fator limitante. Richeria grandis Vahl. além de ser uma espécie característica deste ambiente, apresenta alto valor de importância fitossociológica, no entanto, suas sementes são recalcitrantes. Diante disto, objetivou-se avaliar o enraizamento de miniestacas de R. grandis Vahl. sob influência de concentrações de ácido indolbutírico (AIB). As miniestacas apicais foram preparadas com comprimento de 8 ± 2 cm e dois pares de folhas reduzidas em 50% a área foliar. Para o enraizamento, foi utilizado como substrato, a mistura de 70% de vermiculita e 30% de casca de arroz carbonizada com adição de fertilizante. Como tratamentos, foram testadas quatro concentrações de AIB: 0; 2.000, 4.000 e 6.000 mg L-1, via líquida, durante 10 segundos. O processo de enraizamento das miniestacas foi conduzido em casa de vegetação, por um período de 90 dias. De acordo com os resultados, esta técnica é viável, uma vez que houve 100% de sobrevivência e alta porcentagem de enraizamento, sendo o tratamento controle com o menor valor (85%). Observou-se a presença de calos em miniestacas não enraizadas e, com o uso de AIB, houve tendência de aumento do número médio de raízes, porcentagem de brotação e média de brotos por tratamento.


Palavras-chave


Matas de Galeria; ácido indolbutírico; recalcitrante; enraizamento; produção de mudas

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