Diferentes substratos e ambientes protegidos para o desenvolvimento inicial de mudas de Richeria grandis Vahl - DOI:10.5039/agraria.v15i3a7890

Cristiane Coelho Moura, Thaís Ribeiro Costa, Paula Alves Oliveira, Luciana Coelho Moura, Letícia Renata Carvalho, Miranda Titon, Israel Marinho Pereira, Evandro Luiz Mendonça Machado

Resumo


Por decorrência do alto grau de antropização em Matas de Galeria e sua obrigatoriedade em restaurá-las, aliada à escassez de informações sobre uma metodologia de emergência e produção de mudas em viveiro, objetivou-se avaliar diferentes substratos e níveis de sombreamentos sobre a emergência e qualidade de mudas da espécie Richeria grandis Vahl. Os frutos, coletados em 18 árvores-matrizes em Matas de Galeria, foram beneficiados, as sementes despolpadas e semeadas no mesmo dia da coleta. O experimento foi conduzido em casa de vegetação, onde foram utilizadas três composições de substratos: S1 – 70% de vermiculita e 30% de casca de arroz carbonizada; S2 – 50% de bioplant®, 35% de vermiculita e 15% de casca de arroz carbonizada; S3 – 70% de terra de subsolo e 30% de esterco bovino curtido. Os substratos foram colocados em tubetes com capacidade de 180 cm³ e mantidos em três níveis de sombreamento: 0, 30 e 50%. O delineamento experimental foi o inteiramente casualizado em esquema de parcelas sub-subdivididas. Todas as características avaliadas são inferiores no sombreamento 0%. A emergência, o teor de clorofila, a altura e o diâmetro do coleto são maiores nos sombreamentos 30 e 50%, bem como nos substratos S1 e S2. O substrato que mais influenciou, de forma positiva, a qualidade das mudas da R. grandis foi o S2. Assim, a R. grandis é uma espécie que necessita de sombra na fase inicial de seu desenvolvimento.


Palavras-chave


matas de galeria; sucessão tardia; restauração de áreas degradadas; produção de mudas; níveis de sombreamento

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